Tratamento de Esgoto Individual: A Responsabilidade (e o Poder) de Ter o Sistema nas Mãos

Tratamento de Esgoto Individual: A Responsabilidade (e o Poder) de Ter o Sistema nas Mãos

Fonte de reprodução: Pixabay

Viver em apartamento na cidade grande te deixa mal-acostumado. Você dá a descarga e o problema desaparece, engolido por uma rede de saneamento anônima e invisível. Na chácara, a história é outra. Com nosso sistema de fossa, filtro e sumidouro, eu me tornei a gestora do meu próprio tratamento de esgoto individual. E isso é, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade e um grande poder.

 

De Consumidora a Operadora

 

O erro é achar que, depois de instalado, o sistema funciona sozinho para sempre. O desafio foi mudar minha mentalidade de mera “consumidora” de saneamento para “operadora” do meu sistema. Criei uma pequena planilha de manutenção. Anotei a data da instalação e coloquei um lembrete no meu calendário: “Daqui a dois ou três anos: agendar limpeza da fossa séptica”. Parece bobagem, mas essa organização é tudo. Lembro de explicar isso para amigos da cidade que compraram casas de campo. Eles ficaram surpresos. “Nossa, nunca pensei nisso!”.

 

O Conhecimento que Empodera

 

A dica para quem tem ou quer ter um tratamento de esgoto individual é: eduque-se. Entenda como seu sistema funciona. Saiba onde estão os tanques, as caixas de inspeção. Não use produtos químicos pesados no vaso sanitário, pois eles podem matar as bactérias que trabalham para você na fossa e no filtro. Ter esse conhecimento me deu autonomia. Eu não dependo de um síndico ou de uma companhia de saneamento. A responsabilidade pela proteção do meu solo e da minha água está, literalmente, no meu quintal. E zelar por isso virou uma fonte de orgulho.